Alex Saba - Biografia
  Alex começou a tocar violão porque sua mãe já tinha um em casa e aos 8 anos de idade não havia como preferir outro instrumento em plena explosão da "jovem-guarda".

Mas isso foi muito no começo. Logo ele estava interessado nos sons psicodélicos de Syd Barret, tocando e gravando qualquer coisa que emitisse um som. Foi muito ruído até achar uma forma musical mais coerente para se expressar.

Ao violão foram acrescidos novos instrumentos, mas desde que tivessem cordas (guitarra sintetizada, fretless,  bandolim, baixo e guitarra portuguesa). Delas para o teclado de um sintetizador foi uma mudança mais radical, mas o pior ainda estava por vir: os instrumentos de sopro (flautas doce, transversa e de bambu), maui xaphoon (um pedaço de bambu com a palheta e o som de saxofone). A percussão foi bem mais fácil, apesar de ainda manter um certo respeito pela kalimba.

Aprendeu violão aos 8 anos com a premiada compositora Irinéia  e aprendeu os rudimentos do piano com sua bisavó, a pianista Ophélia Puccio Pereira e violão clássico com Sérgio de Pinna, uma preparação para estudar composição e arranjo com o maestro ucraniano Wladimir Ostrowsky.

Tocou com muita gente, mas como muitos não se lembram, prefere pular esta parte, salvo lembrar que nos anos 80, em plena explosão do "Rock Brasil" ele mantinha com seu compadre um grupo de jazz fusion chamado Hora Do Rush, que tocava por todo o Rio de Janeiro. 

Em 1993 finalmente começou a esboçar o que viria a ser ANGEL'S DREAM, um disco eclético onde todas as influências de Alex aparecem. Neste disco ele contou com a participação especial de Beto Frega (ex-tecladista do Hora do Rush) em duas faixas.

O trabalho seguinte foi MISSA UNIVERSALIS, um disco menos eclético do que o anterior, mais orquestral e com menos guitarras, mas que mostra um grau de sofisticação muito maior, tanto nas composições quanto nos arranjos.

Pouco depois de ter terminado MISSA, o escritor Luiz Horácio Rodrigues o convidou para compor a trilha da peça SOB TODOS OS ASPECTOS, onde a bailarina-atriz-diretora Tereza Amoedo, contracenava com a música, o sonho de todo compositor. A complexidade dos temas (emoções) exigiu muito de Alex e foi com grata surpresa, que a Enciclopédia de Música Gibraltar, elegeu este como sendo meu melhor trabalho.

Enquanto tudo isso acontecia, Alex fazia pequenas anotações para um projeto maior: a TRILHA SONORA ORIGINAL PARA O LIVRO DA TRILOGIA DE TOLKIEN - O SENHOR DOS ANÉIS. Não é a primeira vez que alguém musica um livro, mas J.R.R.Tolkien é um "clássico", e sua obra já foi usada por muitos nos anos 60/70, de Led Zepelin ao Marillion, mas nunca foi feita uma abordagem tão completa quanto a dele. São 35 temas, alguns com apenas um minuto e outros em torno dos quatro minutos. Este álbum envolve um maior número de músicos, bem como a participação especial de vários amigos e a estréia da Petit Orkestra Brancaleone.

 
  Alex Saba tem quatro discos lançados (Angel's Dreams, Missa Universalis, SobTodosOsAspectos e Electro Suite & Tributes)e mais alguns aguardando o momento certo, entre eles a a sinfônica TRILHA SONORA ORIGINAL PARA O LIVRO DA TRILOGIA DE TOLKIEN - O SENHOR DOS ANÉIS com a PETIT ORKESTRA BRANCALEONE, o trabalho acústico CHILD IN THE MIRROR e o "new age" FROM NOWHERE TO HERE.

Alex toca violão (de 12 e 6 cordas), guitarra (elétrica, fretless e sintetizada), baixo (acústico e elétrico), bandolim, piano, órgão, sintetizadores, flauta transversa, flautas de bambu, flautas doce (soprano, contralto) e percussão.

Entre os trabalhos de Alex, destacam-se as trilhas e vinhetas para  televisão os arranjos para artistas independentes como Paula Vellozo e Brett Service bem como a participação em discos e shows como músico convidado.

   

ANGEL'S DREAM
(Dedicado ao meu avô Darcy Saba e ao meu grande amigo Júlio Gamarra)
  Angel's Dream foi gravado ao vivo, direto para um gravador estéreo DAT no estúdio Aquilante no Rio de Janeiro.

Exceto por duas faixas onde seu compadre Beto Frega tocou piano e synth, todos os outros instrumentos são por Alex, que gravou as bases para o computador, acrescentando as guitarras, sem edições ou dobras enquanto gravava no DAT. A razão desse esforço, foi o de procurar reproduzir o som real de uma guitarra sem truques, já que o que se ouve é o que realmente foi tocado. Este tipo de gravação ao vivo não é comum, o tecladista francês Philippe Saisse gravou seu primeiro disco (Valerian) assim e foi dele a inspiração.

As músicas nesse álbum contam estórias sobre pessoas, amor e vida. O uso de sintetizadores, possibilitou trabalhar como uma orquestra - com violinos, metais e percussão - ou como uma banda de rock - bateria, baixo e teclados.

Dessa forma, não limitou-se a um estilo. O CD abre com uma música dedicada a um médico amigo que operava ouvindo Heavy Metal. Segue-se um tema co-escrito com Beto Frega e com o próprio no synth solo. A faixa 8 (Estudo #1) é neo-clássica, a 9 é um trabalho orquestral para o balé infantil "The Cicada and The Ant Suite" (A Cigarra e a Formiga). A 11ª é uma bossa nova, a 14ª um blues e a 15ª um minueto (escrita por Robert de Visée e Alex Saba) tocado com a guitarra sintetizada. O CD encerra com uma pequena (1'43") homenagem a Tom Jobim, Miles Davis e Jaco Pastorius.

Todas as músicas são originais, exceto a primeira parte do Minueto e Harlekin, um arranjo livre para "Malagueña de Lecuona". Dick Tracy e 702 foram co-escritas com Beto Frega. Diferentes guitarras foram utilizadas, mas a principal foi desenhada por Alex e o luthier carioca (Gustavo Brancatti). Esta guitarra é conectada a sintetizadores, permitindo tocar até doze instrumentos ao mesmo tempo (dois em cada corda) além do som original da guitarra. Claro que é um pouco difícil perceber qual sintetizador foi tocado "ao vivo", mas se você ouvir cuidadosamente acabará descobrindo, mas quanto ao som "de guitarra" você não tem nenhuma escolha: todas foram ao vivo.

Alguns selos brasileiros recusaram esse álbum, alegando ser variado demais. Por outro lado, essa variedade é que parece explicar o sucesso de vendas de ANGEL'S DREAM no exterior.

 

MISSA UNIVERSALIS
(Música para uma Missa moderna)
  Este trabalho tem um enfoque completamente diferente do primeiro álbum, a começar por ser conceitual, músicas respeitando e seguindo o rito de uma Missa Moderna.

Foi muito difícil iniciar e capturar o sentimento do sacro, mas relembrar os anos em que tocou na Igreja, ajudou-o a encontrar o clima perfeito.

A música não teve inspiração nos compositores "clássicos" como Mozart ou Bach, mas de Duke Elligton, Dave Brubeck, Marlui Miranda, Lalo Schifrin, Peter Gabriel, Pierre Henry & Spooky Tooth e do grupo Eela Craig (de quem tomou emprestado o título). Todos esses compositores tem em comum o objetivo de aproximar o rito sacro do dia-a-dia das pessoas. Jazz, Rock, experimentação eletrônica e cantos indígenas misturam-se neles muito bem. Mas ele buscava um pouco mais. Sua intenção era não só criar uma música para a Missa moderna, mas também lembrar aos fiéis que se trata de um rito muito antigo com origem em um continente distante, onde mistério e fé (e não o "mistério da fé") misturam-se e portanto, caminham juntos nas composições, ora explorados por um órgão de igreja, ora pela percussão indiana. Não importando os meios para obter o resultado mágico que procurava.

Utilizou os mais diversos instrumentos para compor a Missa e de repente se deu conta de que não havia espaço para sua  guitarra. O compositor e arranjador falou mais alto que o guitarrista. Na última faixa você ouvirá um discreto violão tocando o novo arranjo para uma música que improvisava no momento da consagração quando tocava nas Missas católicas.

O CD começa com Introitus, um tema que acompanha a entrada da comunidade na Igreja com as boas vindas do sacerdote. Seguem-se Bendito Seja Deus e o Ato Penitencial onde meditamos sobre nossas falhas e pecados. Há uma segunda versão para o Ato Penitencial no final do CD. Esta "faixa extra" é a composição original. Ela foi improvisada, com muito sentimento - provavelmente por estar tocado pelo sagrado quando a tocou - mas o tempo era longo para ser usado durante a Missa, portanto foi reduzida, ficando a versão longa ao final.

Ao chegar a Consagração, a percussão inicia um novo e forte sentimento na Missa, buscando destacar a magia e o mistério da transformação do pão e do vinho em corpo e sangue. A partir daí começa literalmente uma segunda parte. O Pai Nosso é usado como pano de fundo para a reza dos fiéis na igreja e o Abraço Da Paz (prenunciando o tema final) demonstra a alegria da presença da fé, para a comunidade celebrar sua fraternidade. Eis que chegamos à Comunhão, o segundo momento mais importante do ritual, onde as pessoas irão compartilhar. A primeira parte os acompanha silenciosos e contritos em direção ao altar e a segunda (mais alegre e dançante) segue aqueles que sabem ter Deus em seus corações e dançam exteriorizando essa felicidade que lhes transborda do peito enquanto retornam a seus lugares.

O final prenunciado em Abraço da Paz, é assumido no Encerramento, que termina o rito sacro com a mesma alegria do Abraço e da Comunhão.

Nesse ponto o rito está encerrado, mas não o CD. Ainda restam duas faixas: a versão original e completa do Ato Penitencial e um tema completamente diferente para a consagração, chamado de Consagração 2, com mais de 25 anos, que Alex tocava ao violão nas Igrejas durante a consagração. Aqui o arranjo foi revisto e acrescidos vários instrumentos.

Muitos instrumentos diferentes e (até) estranhos foram usados em MISSA UNIVERSALIS. Alguns exóticos, como as tablas indianas, alguns bem conhecidos como o Piano; alguns seculares como o órgão de Igreja e outros existentes apenas na imaginação de quem os desenhou na caixa preta que os encerra: o sintetizador. Em comum o desejo de tentar mostrar a universalidade da fé e de Deus, independendo do credo, da cor e do som.

 

SobTodosOsAspectos
UnderAllCircunstances
  Alex foi convidado pelo escritor Luiz Horácio Rodrigues e pela atriz, dançarina e terapeuta Tereza Amoedo para ajuda-los com a trilha sonora da peça que estavam ensaiando. Alex percebeu a oportunidade de escrever música sob um ponto de vista completamente diferente do que vinha fazendo então. Oportunidade de lançar mão de algumas idéias que desenvolvia ainda que tímidamente.

Os temas são difíceis e longos, com uma temática pesada que fez com que ele se envolvesse completamente no trabalho. A influência de Neil Young não é percebida diretamente, mas muito do que ele fez, foi como as idéias de Neil para o filme Dead Man com Johnny Deep. Algumas músicas foram totalmente improvisadas enquanto eram gravadas e ele submergia no escuro mundo de SobTodosOsAspectos. Percebe-se mais fácilmente a influência de Philip Glass nas músicas mais orquestradas, onde loops insistentes desdobram-se de forma a envolver o ouvinte.

 

Electro Suite & Tributes
  Este álbum foi feito com muito prazer e diversão. Pode não parecer mas é um álbum leve e divertido, onde Alex brincou com a idéia da música eletrônica disfarçando-a, algumas vezes, como puramente acústica. Tudo começou com a versão para o clássico Also Spratch Zarathustra que foi uma encomenda do músico americano Danny Kayle para um tributo a Arthur C.Clarke (ainda não lançado). A partir daí, Alex reuniu outros temas eletrônicos e finalizou sua suíte, uma viagem imaginária de um jovem em busca de si mesmo por 4 culturas.

Este álbum foi lançado inicialmente como uma versão limitada e numerada de 200 cópias apenas para download nos serviços tipo iTunes, mas devido ao sucesso dos downloads, ele enviou-o ao distribuidor americano para inclusão nos catálogos das grandes lojas.

 

CONTATOS

Alex Saba
alexsaba@alexsaba.com
http://www.alexsaba.com

Filipe Cavalieri (produtor)
festrio@predialnet.com.br
Ahmed AlFatah (webmaster)
ahmedalfatah@alexsaba.com

Para aqueles de fora do Brasil, o CD pode ser adquirido na CDbaby, basta seguir o link abaixo:
http://cdbaby.com/alexsaba